© inêscannas.carrafouchas 2014

Não devemos fugir às nossas raízes, à herança que nos foi deixada pelos nossos ancestrais e o legado de tradições  que se perdem no tempo. Devemos ter orgulho em tudo o que é nosso, não deixemos destruir a nossa história.

 

Çaloyo  é a palavra arabe que dá origem ao saloio.

Região que desde tempos imemoriáveis fornece a Capital de todo o tipo de produtos de origem agricola  ( azeite, leite, queijo, carne, vinho, horticulas, fruta  etc ).

 Antigamente no campo da Região Saloia pastavam as Ovelhas Saloias, sendo aqui o seu berço. Com o avanço do cimento e outras vicissitudes quase que  se encontra em extinção. Assim este vinho também é uma homenagem  à raça Ovelha Saloia e a todos que ao longo dos anos a têm protegido e defendido.

 Este vinho, não sendo consensual, tem uma identidade própria ( como as gentes saloias ),igual à terra que produz as  uvas que lhe dão origem.  Aprendi a gostar dele e da sua irreverencia.

Ao longo dos anos sempre disse que só vê a luz do dia os vinhos que nós gostamos, independentemente se os outros gostam ou não, este é o primeiro caso, outros virão.

Assumo pessoalmente este vinho.

 

António Maria